
Benjamin Z., que não se lembra de alguma vez ter morrido em sonho
Modelo fotográfico. Maio de 68. Cantagalo. Rio de Janeiro. Sartre. Apartamentos vazios. Os milicos. Elvis Presley. Lapsos de atenção. Punição. Revanche. Renúncia.
Misture tudo isso e temos Benjamin (2004), um filme de Monique Gardenberg, que assina o roteiro junto com Jorge Furtado e Glênio Póvoas. A história é baseada num romance homônimo do Chico Buarque publicado em 1995.
Há quem tenha achado o filme uma bela porcaria. Eu gostei. Tá certo que não é um BAITA filme, mas também não é o ó do borogodó. O principal alvo da crítica é o roteiro: o resenhista diz ser mal costurado, cheio de buracos. Isso porque os flashbacks do personagem e a narrativa se sucedem sem grandes preocupações de explicar tudo em miúdos. Mas ora, ora, e desde quando precisamos saber de tudo necessariamente? Imaginar o desenrolar das vidas entre uma e outra ação pode ser justamente o busílis da coisa, o que dá prazer. Tem que deixar alguma coisa pro leitor, disse dias desses o Pai Cardoso. E pro espectador também. Gosto de assistir filmes e não palestras romanceadas. Se você quer uma história bonitinha com início, meio e fim bem delineados, vá assistir Harry Potter. Benjamin não é para quem tem preguiça de ficcionar.




Opa! Valeu pela visita no Cine Art… vou linka-lo tambem.
Abraços!
Adoro o livro! O filme ainda não vi, mas agora me deu vontade :]