
Vida de estagiário, de Allan Sieber – Editora Conrad
Trabalhar seis horas (8h as 14h) por uma bolsa-auxílio de R$ 500 — recebi essa proposta hoje. Alimentação e transporte não são pagos. Então, façamos as contas: para chegar até o local seria necessário pegar dois ônibus (3,70 + 2,00 x 2, pois tudo que vai, volta); comer não custa menos de 5,00 (estou sendo otimista). Minhas despesas fixas ficariam por volta de quatrocentos. Com o que sobra não dá para fazer praticamente nada.
Há tempos que a indústria dos estágios me deixa puto dos cornos, como se diz aqui na terrinha. Substitui-se em larga escala no Brasil os trabalhadores formais — que são “mais caros” uma vez que “obrigam” os empregadores a “conceder” benefícos como vale-transporte, vale-alimentação, FGTS, etc. — por estagiários. A chamada Reforma Trabalhista na verdade já está sendo posta em prática, e não é de agora. Os programas de estágios se transformaram num manancial de mão-de-obra jovem e barata.
“Mas estágio tem caráter pedagógico, serve para inserir o jovem no mercado de trabalho, é uma experiência e não um emprego”, vão me dizer. Tá certo. Mas, vem cá, em que categoria de “experiência pedagógica” se enquadram as seguintes tarefas: atender telefone, anotar recados e dar bom dia? Em que isso contribui para “enriquecer” o currículo de algum vivente?



é…
eu já estagiei por 150 pila com vt e vr…
boa sorte…
hehehehe
um dia passa
mas e é doença?
O grande desejo da maioria das empresas é perpetuar seus estagiários (como estagiários, claro). Por definição ou senso comum, estagiário é aquele cara que faz tudo e não reclama, que não merece ganhar muito e que tem mais é que se foder. Via lista de discussão do meu curso, recebo várias propostas absurdas de estágio que poderiam ser facilmente chamadas de trabalho escravo mesmo…
Essas coisas não mudam. Quando eu estava na faculdade, fizemos uma puta campanha contra os estágios exploradores. Saiu até no jornal, na coluna do Roberto Macedo no Estadão. Prometeram regulamentar. E nada.
R$200 de desconto na matrícula, 20 horas por semana, Rádio Universitária que não funciona, Laboratório que não produz porra nenhuma. Prazer, eu.
Trabalho até pouco, moro do lado da faculdade (faz duas semanas, antes era um ônibus e muita perna), e tem um restaurante baratíssimo aqui perto… até aí tudo bem. Mas não consigo pensar numa rotina mais maçante. E pra um desconto tão insignificante!
Vida de estagiário é uma merda, de acordo. Mas quem sou eu pra reclamar?…
Ai ai… vida de estagiário não é fácil, mas a esperança e a fé continuam HuahAUhuA…
Abraço.
É simplesmente nojento… Se eu descobrir quem foi que inventou esssa merda chamada “estágio”, vou até o inferno e mato o cara pela segunda vez…
Mataria o cara tbm pela segunda vez HAIhAIUhAI
O problema que na droga do curso que eu faço (acho que em todos) é obrigado a ter a droga do estágio! Pqp que raiva…
os caras te contratam para trabalgar, ops, estagiar para eles por 2 anos, e depois TCHAU!…
Complicado a vida de universitário no Brasil…
Sempre fiz estágios voluntários. Se é para pagar mal e ser explorada, prefiro não receber nada para fazer o que eu quero/gosto
Pelo menos aprendo alguma coisa.
Já trabalhei de graça até no poder judiciário
Mas a grande graça de viver em uma cidade não tão grande é poder se deslocar a pé entre os lugares.
Você deveria dar graças a Deus. Eu faço estágio 6 horas por dia (no contrato, porque na real eu fico umas 7h30m), ganhando sabe o quê? N.A.D.A
Nem uma bolsinha auxílio. Quer reclamar, é?
Ganho apenas 60 merréis, equivalentes as minha passagens ida-volta pra casa, de bus.
Enchem meu saco dizendo que eu sou ‘bom’, faço o diabo aqui na empresa pra manter tudo em funcionamento. Os caras usavam um site feito com PS + tabelas, eu moldei tudo pra Webstandards (coisas que os jurássicos aqui não tinham idéia), consegui reativar projetos deles que estavam a 5 anos na gaveta por falta de gente competente pra levantar, faço manutenção de conta do Adwords – que eu dei a idéia, e eles lucram MUITO…
…e olha só onde estou.
Dê graças a Deus.