Estréia dia 7/12 a nova produção da Casa de Cinema de Porto Alegre: 3 eFes, obra com roteiro e direção de Carlos Gerbase.

Segundo o professor, a humanidade é movida por três nada virtuosos apetites: Fasmo, Fome e Foda. Veremos uma película que se esforçará para comprovar a tal tese — nossas vidas são determinadas pelo modo como conjugamos esse tripé moral. 3 eFes é, segundo o site oficial do filme, uma comédia dramática sobre pessoas que enfrentam dilemas éticos comuns a qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.
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Um bom filme? Não faço a mínima idéia. Mas será bem fácil descobrir: a partir do dia 7 ele estará todinho disponível na internet, de barbada! (Em gaúchês, de barbada corresponde a de graça.) Isso mesmo, prezado/a incrédulo/a. Você não vai precisar correr ao cinema para pegá-lo antes que saia de cartaz tão rápido quanto entrou… Esse será o primeiro filme brasileiro lançado simultaneamente em quatro mídias: internet, vídeo digital (para salas de cinema), DVD e televisão (via Canal Brasil). Eu, obviamente, vou aproveitar da maneira devida esse avanço no comportamento da indústria cultural tupiniquim — assistirei na web, seguindo o link oficial, sem desembolsar um só pila (pila é a moeda oficial do RS, e atualmente está em paridade com o Real).
E não param por aí as peculiaridades: segundo essa matéria d’O Globo, o filme custou só R$ 40 mil — uma ninharia no mundo da produção audiovisual. Aliando baixo orçamento a distribuição ousada, massiva e inavadora, Gerbase acredita estar contribuindo com medidas práticas para solucionar a questão da pirataria. O espectador interessado não precisará necessariamente recorrer ao camelô uma vez que tudo estiver na rede. “Mas donde vai sair o lucro do moço?!” Gerbase aposta nas magras bilhetrias do cinema e na venda do DVD (R$ 29,90) para cobrir os custos. Segundo ele, esse sistema pode ser rentável porque la plata vai direta e integralmente para o bolso dos realizadores, sem divisões de percentuais com distribuidoras. É ver para crer. Quem sabe não estamos presenciando uma mudança significativa em nosso cinema?
[atualização em 8/12] Conforme prometido, o filme está disponível por streaming no Terra. CLIQUE AQUI para assistir.
[atualização em 12/12] 3 eFes está inovando também no marketing, vejam a sacada genial que a Camila registrou. E leiam as críticas de Luiz Zanin e Sérgio Rizzo, ambas indicadas pelo Lucas Pretti.
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O trailler:



Po, que idéia bacana. Dá pra ver que a produção do filme é bem modesta, mas para o orçamento que teve é realmente um grande feito. Espero que o roteiro seja bom.
Sabe dizer se ele estará disponível na internet via streaming ou para download com boa qualidade mesmo?
Opa, gostei da idéia. A prática é melhor iniciativa do só reclamar da pirataria. Apoio. Tem que haver uma solução.
Com isso, aposto, o filme vai ter seu lugar na História como uma das iniciativa inovadoras desse começo de revolução na indústria audiovisual.
Show.
Massa! Os cineastas brasileiros sempre dão seu “jeitinho”… sempre tem um jeito de se virar, quando não se tem incentivo quase nenhum
Vale lembrar também de O Cheiro do Ralo (já viu? muito bom!), produção independente que fez sucesso gastando o dinheiro das pessoas que o fizeram. E tantos outros… uma câmera na mão e uma idéia na cabeça!
Também to nessa, vou baixar assim que der
O filme quero ver desde que ouvi falar dele a primeira vez.
Mas o que eu queria dizer mesmo é que, ao ler teu post, pude ouvir o sotaque, como quando li “Até o dia em que o cão morreu” :]
Oi, B. Cardoso. O filme vai estar disponível por streaming a partir do dia 7 nesse link:
http://3efes.terra.com.br/ofilme.html
abs!
Eu estou louca pra ver desde que ouvi falar pela primeira vez. Indicação de uma amiga. O seu texto ficou muito bom guri…
passou ontem no Canal Brasil, vi só um trecho, mas o canal estava com problemas (sem som) então nao deu pra aproveitar
mas 40 mil é muito mais plausivel que milhoes que sao disperdicados em producoes maiores
Otima noticia!!!!!!!
Muito bom o post. Concordo com o que foi comentado aqui – não é preciso milhões para ser contundente na mensagem, nem cobrar milhões de bilheteria para ter sucesso. Também vou baixar o filme radiohead.
Aliás, falando em orçamento apertado e profundidade do enredo, indico A Casa de Alice, outro nacional recente e muito bom. Para quem quiser, fiz uma resenha aqui.
Supimpa, como diziam nossos pais e/ou avós. Vou catar A Casa de Alice
Que tri, tchê! (gauchês exagerado
).
Mas é legal isso. Já que é inevitável que o filme irá cair, cedo ou tarde, na Internet, melhor distribuí-lo na rede de forma legalizada. Só isso já me fez querer ver o filme.
Isso aí.
Melhor do que ficarmos subordinados à grandes distribuidoras e esperarmos anos para rever um filme que ficou pouco tempo no cinema, como aconteceu com Cão sem Dono.
Bela estratégia.