O fim do blog do Paulo Henrique Amorim no IG é o mais recente “pano pra manga“. Há de se reconhecer que muitos interécis devem ter rondado a atitude do portal. Um fato pode ter sido a opinião crítica de PHA (compartilhada também pelo Mino Carta, que, aliás, renunciou ao seu blog hospedado no IG num gesto de solidariedade) sobre o processo de fusão Oi/BrasilTelecom. Por outro lado, não se pode negar que PHA anda fazendo o lamentável papel de “garoto propaganda” do “Bispo” Edir Macedo, como bem lembrou ILO Navarro na lista d’A Blogosfera.
Mas, noves fora zero, a ocasião é propícia para recordar de um dos livros mais corajosos que já li: Plim-Plim — A peleja de Brizola contra a fraude eleitoral, obra do Paulo Henrique Amorim em parceria com Maria Helena Passos, publicada em 2005 pela editora Conrad. Não sou grande entusiasta do Amorim, e nada sei sobre a Helena Passos, porém, isso não impede de constatar que Plim-Plim é digno de muito mais nota do que de fato recebeu. Livro-reportagem instigante, relata em detalhes uma operação promovida pelo jornal O Globo para fraudar as eleições de 82 para o governo estadual do Rio de Janeiro. Leia assim que puder (e, se tiver interesse em comprar, encomende via Alex Castro, que está sempre implorando por clientela). Mesmo considerando que o PHA não é lá grande exemplo de coerência — e que resolveu se “revoltar” com a Globo somente depois de demitido, anos após o episódio carioca — o livro é imperdível, primor de relato sobre um nebuloso e nefasto episódio do jornalismo e da política no Brasil.
PS1: acompanhe a enxurrada de críticas postadas pelo ombudsman do Portal IG, Mario Vitor Santos.
PS2: esperemos para ver como o Nassif, que também mantém contrato com o IG, vai se posicionar.
ATUALIZAÇÃO (22/3):
Leia também o ótimo post do André Deak sobre o caso.



PHA. despejado do IG. Já vai tarde. Jornalista para desempenhar seu papel de informador de fatos e notícias tem que ser imparcial e coerente e não apologista de ocasião do governo e PT por puro oportunismo barato, carregado de ressentimentos debilóides. Mostrou também não ter um mínimo de ética, pois não respeitava a mídia e profissionais cronistas dessa. Sempre fazendo críticas descortêz ao Estadão, Folha, Veja e a Globo. O IG só ganhou com essa atitude. Graças a Deus, igualmente, juntou-se a ele o rabujento e ranzinza Mino Carta. Não farão falta nenhuma. Agora falta o IG também despejar mais dois, Luiz Nassif e José Dirceu duas figuras decadentes que andam perambulando por aí como alma penada sem nenhuma significância.
Washington Luiz Lopes
wllopes@yahoo.com.br
Mas que coisa, dessa eu não estava sabendo. Sem entrar no mérito da qualidade (ou falta dela) dos blogs em questão, é um tanto estranho que tenham desplugado o PHA assim, abruptamente.
Me diga uma coisa, João, essa lista da “blogosfera” presta ou é só uma egotrip coletiva?
Boa lembrança, a do livro, João. Vou ver se encomendo daqui a uns tempos.
Bruno, é mesmo estranho a maneira como cassaram o PHA — onde há fumaça, deve de haver fogo… E sobre a lista, é o seguinte: depende do dia, hehe. Ela presta muitas vezes devido as informações que circulam por lá; mas não nego que, de vez em quando, o pessoal não sabe se “comportar” muito bem… Mas acho que vale o esforço de conhecer.
Rafael, se tiver a oportunidade, leia mesmo o livro. Esse com toda a certeza é algo que presta
Sinceramente, o PHA perdeu a credibilidade há tempos, tanto que eu nem lia o blog dele, e não conheço o Mino Carta o suficiente para opinar.
Sobre a lista, eu adoro aquela lista, é uma diversão diária acompanhar as discussões sérias, ego trip, desentendimentos, trolls e etc, normalmente consigo tirar uma coisa interessante de lá, mesmo que o assunto seja banal ou estúpido.
Obs: Obrigado por me citar…