Mais um episódio da série
Estávamos na cidade porteña em 1º de Maio, e presenciamos as comemorações do Dia Internacional do Trabalhador. Recém havíamos saído do mítico Café Tortoni quando encontramos com a coluna de manifestantes do Partido Obrero.
Eles seguiam para a famosa Plaza de Mayo, e nós acompanhamos. Lá encontraram-se com outras colunas de manifestantes, principalmente blocos piqueteros.
Rapidamente a praça e seu entorno foram tomados por uma multidão.
Em frente ao palco onde seriam feitos os discursos, muitas centenas de cadeiras foram ocupadas em menos de um minuto. Outras tantas centenas de pessoas permaneceram em pé ou sentadas no chão. E aqui começou nosso espanto: TODOS fizeram um “silêncio de cemitério” para ouvir os que se revezavam ao microfone.
Ninguém ficava mantendo conversas paralelas ou prestando atenção em outra coisa que não fosse o palco. O estranhamento é maior quando se considera que cerca de um terço da platéia era formada por estudantes, e, como bem sabe-se, jovens tendem a ser expansivos “por natureza”. Mas ali, não. Inexistia qualquer manifestação de irreverência juvenil durante a atividade. Reinava um respeito e uma consideração pelos oradores muito incomum para nós, povo tagarela que somos.












