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Parolas en Esperanto?

Nos comentários de um post no Ius Communicatio vi o Edison definir a questão dos idiomas como um grande obstáculo da internet. E ele tem razão, afinal, imaginem a quantidade de conteúdo a que teríamos acesso se não houvessem tantas línguas diferentes no mundo.

ludwig_zamenhof_1887.jpeg Muito antes de surgir a internet já havia quem se preocupava com isso. Em 1887 um polonês chamado Zamenhof (foto ao lado) publicou a versão inicial do Esperanto, um idioma planejado para tornar-se língua internacional neutra (lingvo internacia). A proposta conquistou adeptos rapidamente: o primeiro congresso mundial esperantista aconteceu em 1905, na França, e contou com a participação de quase mil pessoas. No Brasil, o primeiro grupo esperantista chamou-se Suda Estelaro e foi fundado em 1906 na cidade de Campinas.

 

congreso_catolico_esperantista.jpg Rapidamente cientistas, artistas e autoridades religiosas perceberam as utilidades da proposta (a imagem ao lado é um cartão postal do IV Congresso Católico Esperantista). A distribuição de conteúdo diretamente, sem o intermédio das traduções, foi o primeiro esboço de globalização produzido pela humanidade. Mas o Esperanto, que inicialmente gerou expectativas otimistas, teve sua trajetória de ascensão abortada pelas duas grandes guerras mundias do século passado. Os conflitos dificultaram imensamente a circulação de publicações e correspondências entre os países beligerantes. No cenário pós-guerra já não se verificava o mesmo entusiasmo e interesse pelo idioma. Em 1954 a ONU aprovou resolução que recomendava a sua difusão, porém não houveram repercussões relevantes na comunidade internacional.

 

O tempo passou e, com o advento da internet, passamos a presenciar um novo “boom” do Esperanto — ainda que relativamente discreto. Proliferam sites e blogs redigidos na língua neutra. Na Wikipédia há mais de 90.000 artigos que o usam. Existem aproximadamente 25.000 livros publicados em Esperanto, sem contar as centenas de revistas, de discos e obras cinematográficas. Não é por acaso que até o Google já utiliza o idioma. Por isso, caro/a leitor/a, vale à pena conhecer essa proposta. Imaginem o que poderíamos fazer com a utilização em larga escala de uma ferramenta de comunicação como essa. Ler o blog de uma moça do Afeganistão seria barbada, por exemplo.

PS.: em tradução livre, o título deste post significa: falas em Esperanto?

flag_of_esperanto.png

Bandeira oficial dos esperantistas

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Algumas referências:

Liga Brasileira de Esperanto

Curso de Esperanto

Wikipédia em Esperanto

Um baita palavrão

Sabe qual a maior palavra em língua portuguesa?

É Pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiose. Tem 46 letras. E é o nome de uma doença rara causada pela aspiração de microscópicas partículas de cinza vulcânica.

vulcao.jpg

A Wikipédia é que informa.

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